Dia Nacional da Conscientização sobre a Esclerose Múltipla
30/08/2017
A esclerose múltipla é uma doença de baixa prevalência, mas tem grande impacto social por ser a que mais provoca sequelas neurológicas em adultos jovens, principalmente na América do Norte e na Europa. Apresenta características mistas, tanto de doença autoimune quanto de doença degenerativa.A esclerose múltipla, atualmente, está assumindo uma importância significativa, pois afeta predominantemente ativas, provocando grande impacto financeiro às famílias e à sociedade. Em alguns países desenvolvidos, a esclerose múltipla chega a ser a causa mais comum de incapacidade em adultos.
Sua prevalência varia conforme a localização geográfica, apresentando maiores taxas nas regiões mais setentrionais do planeta. Canadá, Estados Unidos da América e muitos países do norte da Europa.
Há, contudo, diferenças de prevalência em uma mesma latitude de acordo com a raça, sendo os brancos os mais afetados.
Há também uma diferença de prevalência entre mulheres e homens, em uma proporção de 2:1, respectivamente.
No Brasil, os dados são provenientes de estudos das cidades de São Paulo e Santos, as quais demonstram taxas de prevalência de 15 e 18 casos por 106.00 habitantes, respectivamente. Acredita-se que os estados da região Sul são os que apresentam as maiores taxas, mas faltam dados epidemiológicos.
Atualmente, parece haver uma crescente incidência da doença em crianças e adolescentes. Vem ocorrendo uma mobilização da comunidade científica no sentido de organizar melhor critérios no diagnósticos de esclerose múltipla nesse segmento da população, bem como de melhor caracterizar a sua evolução clínica.
É uma doença com envolvimento do sistema imune predominantemente inflamatória. Pode-se dividir a fisiopatologia em três tipos de processos, os quais hoje se acredita que ocorrem simultaneamente. Esses processos são inflamação, desmielinização e perda axonal.
Quando se fala de quadro clinico em esclerose múltipla, deve-se determinar duas características básicas de uma forma mais ampla:
a) os sintomas de apresentação mais comuns e;
b) a forma de evolução.
Sintomas:
A esclerose múltipla pode apresentar vários sintomas relativos à determinados quadros clínicos que são mais comuns, os quais devem ser sempre considerados:
- Perda aguda de visão unilateral.
- Tetraplegia e/ou paraplegia aguda hemiplegia.
- Afaxia.
- Alterações sensitivas.
Formas de evolução:
Há reconhecidamente quarto formas evolutivas da doença:
- Recorrente-remissiva é a mais comum, correspondendo 80 à 85% das formas inicias da doença.
Há uma prova em surtos, podendo haver remissão espontânea com uso de corticoides, e podendo ou não persistir a sequela neurológica.
- Secundário-progressivos: é a forma que mais da metade dos casos do tipo recorrente-remissiva atingem após 10anos de doença. Nessa forma de evolução, não há estabilidade entre os surtos, havendo progressão lenta e gradual entre cada surto.
- Primário-progressivos: é a forma que representa 10 à 15% dos casos. A evolução é lenta e progressiva, sem surtos.
- Progressivo-recorrente: é muito rara. É uma forma na qual há evolução é lenta e gradual, porém em algum momento da evolução ocorreu um ou outro surto.
Deve-se ressaltar que atualmente o mais importante para o diagnóstico de esclerose múltipla e o quadro clínico, seguido dos achados de ressonância magnética.
A utilização da ressonância magnética revolucionou o diagnóstico dessa doença pois o processo de desmielinização nas suas fases mais inicias somente é visto por esse método.
No nosso serviço realizamos os exames em aparelho de alto campo magnético com sequencias específicas buscando a maior acurácia diagnóstica, nos casos em investigação diagnóstica além de realizarmos estudos evolutivos com comparativos que auxiliam o tratamento dos pacientes nos períodos de surtos da doença.
